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Quanto custa manter entrega própria: a conta completa

Decisão Publicado em 23/09/2026 Por Foguete Log

Frota própria parece mais barata até você somar tudo. Veja os custos que ficam de fora da conta e como comparar com terceirizar.

"Sai mais barato entregar com o nosso carro" é uma das frases mais repetidas e menos calculadas do e-commerce. Ela às vezes é verdade. Mas quase nunca é verdade pelo motivo que a pessoa acha.

O que entra na conta e quase sempre é esquecido

Veículo. Parcela ou capital imobilizado, depreciação, IPVA, seguro, licenciamento.

Manutenção. Revisão, pneu, freio, e a quebra que não estava no plano.

Combustível. O único item que quase todo mundo lembra.

Motorista. Salário, encargos, férias, décimo terceiro, vale-transporte, vale-refeição. O custo real é bem maior que o salário.

Cobertura de ausência. Quem entrega quando o motorista falta, tira férias ou fica doente? Se a resposta é "eu", isso tem custo.

Multas e avarias. Acontecem.

Tempo de gestão. Rota, combustível, conferência, ocorrência. Esse tempo sai de você ou de alguém, e é o custo mais invisível.

Ociosidade. No dia de volume baixo, o custo fixo continua igual.

Como comparar de forma honesta

Some tudo em um mês e divida pelo número de entregas feitas naquele mês. O resultado é o seu custo real por entrega.

Compare esse número com o valor por pacote de uma transportadora.

Duas coisas costumam aparecer. Primeiro, o custo próprio é maior do que a intuição dizia. Segundo — e mais importante — ele é fixo: em mês fraco, ele não cai.

Onde a frota própria ganha

Quando o volume é alto, constante e concentrado numa região pequena. Aí a rota fica densa, o veículo roda cheio, e o custo por entrega despenca.

Também ganha quando a entrega faz parte do produto: montagem, instalação, cuidado especial.

Onde a terceirização ganha

Quando os destinos se espalharam. Uma van sua rodando de Guarulhos ao ABC entrega poucos pacotes por hora. Uma malha que já tem rota nas duas regiões absorve seus pacotes em rotas que já existem.

Também ganha na sazonalidade: em novembro você precisa de três vezes mais capacidade e em janeiro de um terço. Frota própria não encolhe.

O modelo híbrido

Muita operação madura faz os dois: frota própria para a região densa e próxima, terceirizada para o resto e para o pico.

É a solução que costuma dar o menor custo por entrega — desde que você meça, e não chute.

O número que decide

Custo real por entrega, calculado do jeito acima, comparado com a cotação de quem faz. Se você não tem esse número, não tem como saber qual das duas frases é verdade na sua operação.

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